terça-feira, 26 de abril de 2011

Timbrando sua guitarra

1. Para se timbrar bem uma guitarra, o sistema guitarra > efeitos > amplificador deve atingir um nível sonoro elevado ou seja: GUITARRA SE TOCA ALTO!!!

2. Observando atentamente os timbres em shows e estudando sobre os melhores timbres gravados dos guitarristas que eu gosto, percebi que, logicamente, em shows, o sistema está bem alto (claro, é um show...) e nas gravações, existe uma técnica para gravação de áudio que consiste em colocar os amplificadores "no talo" trancados em uma sala separada junto com os microfones que captarão o sinal para a gravação (mais uma vez, o volume em altos níveis está presente)

3. Sobre controles de Graves, Médios e Agudos:
Atentemos ao seguinte: Quando estamos timbrando uma distorção, devemos prestar atenção nos harmônicos gerados pela mesma. Se for um aplificador valvulado, teremos menos problemas para timbrar justamente pela produção de harmônicos característicos das válvulas (apenas harmônicos pares) que dão aquela característica sonora "aveludada" ao som. Nos amplificadores Solid State (SS - tarnsistorizados), os transistores emitem harmônicos de todas as ordens quando saturados, "enfeiando" o som quando comparado aos valvulados (muitos denominam aqui de casa de abelhas).
No canal clean, devido a tecnologia atual, podemos stingir sons bem parecidos entre valvudados e transistorizados mas na distorção, saturação, é que o bicho pega e vem a diferença fatal.

Quando forem timbrar suas distorções, seja com pedais, pedaleiras, ou com a guitarra espetada diretamente no ampli, procurem "montar" o som com uma utilização comedida dos agudos. Quando você coloca agudos para que seu som atinja o timbre desejado enquanto baixo, tocando em seu quarto por exemplo, você corre o risco de tirar a "alma" de seu timbre quando grava ou simplesmente qdo for tocar alto com os mesmos ajustes. Isso pode ser ouvido e percebido aqui mesmo no fórum quando os amigos partem para o "teste de timbre" e submetem algumas gravações para o crivo dos pares do fórum. O som que parece tão bom pra vc, em frente ao seu ampli, trancado em seu quarto, perde vida quando gravado e postado no fórum... será que esse fórum é amaldiçoado e acaba com a vida do nosso som?

Apenas configurem seus amplis, sejam valvulados ou SS nos níveis de distorção desejado, graves a vontade, médios equilibrados e agudos parcos, comedidos. Coloquem o ampli bem alto e deixem que o volume da distorção crie os harmônicos necessários para o equilíbrio das frequências agudas. Lembrem-se que o ouvido humano não é preparado para frequências agudas. Quem "gosta" de agudo é cachorro!!!

Então, configurem seus timbres numa tonalidade médio-grave e aumentem o volume, para que os agudos possam ser equilibrados.

Ao vivo, isso é o que mais acontece!!!

4. Comecem timbrando a guitarra espetada direto no ampli. Depois acrescentem os efeitos na cadeia de sinal, um a um, sejam distorções, boosters, equalizadores ou efeitos de modulação sempre respeitando o timbre inicial. Os efeitos são apenas para "colorir" seu timbre e não para mudar totalmente sua tonalidade, variando de grave a agudo em cada latinha ou patch que você pisar.

5. PEÇA DESCULPAS A SUA FAMÍLIA MAS GUITARRA SE TOCA ALTO!

TIMBRE SE CONFIGURA COM O AMPLI ALTO!

GRAVAÇÃO SE FAZ COM O VOLUME DO SISTEMA ALTO!!!


Grande abraço a todos e façam suas experiências.
Gambá do Rock

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Marcas de guitarra

Quantas marcas de guitarra você conhece? Umas dez?
Fizemos uma lista das guitarras mais famosas do mundo e chegamos a 130 nomes!
Cada uma delas possui uma combinação de características, às vezes quase imperceptíveis, mas que podem fazer muita diferença dependendo do estilo de música.

Acoustic
Alamo
Alembic
Alvarez
Ampeg
Aria Baldwin
Bartolini
B. C. Rich
Bigsby
Bond
Brian Moore
Burns
Carvin
Casio
Chandler
Charvel
Coral
Cort
Custom Kraft
Danelectro
D'Angelico
D'Aquisto
Dean De Armond
Domino
Duesenberg
Dwight
Eggle
Egmond
Eko
Electra
Electro
Epiphone
ESP
Fender
Fenton-Weil
Fernandes
Framus
Futurama
G&L
Gibson
Gittler
Godin
Godwin
Gordon-Smith
Goya
Gretsch Grimshaw
Guild
Guyatone
Hagstrom
Hallmark
Hamer
Harmony
Harvey Thomas
Hayman
Heartfield
Heritage
Hofner
Hondo
Hopf
Hoyer
Ibanez
Jackson
James Tyler
John Birch
Kapa
Kawai
Kay
Kent
Klein
Klira
Kramer
Krundaal
La Baye
Magnatone
Martin
Maton
Melobar
Messenger
Micro Frets
Mighty Mite
Modulus Guitars
Mosrite
Music Man
National
Ovation
Parker
Peavey
Premier
PRS
Rickenbaker
Rick
Turner
Robin
Roger
Roland
Samick
Shecter
S. D. Curlee
Shergold
Silvertone
Spector
Squier
Standel
Starfield
Steiberger
Stratosphere
Supro
Teisco
Teufel
Tokai
Tom Anderson
Travis Anderson
Travis Bean
Vaccaro
Valley Arts
Vega
Veillette-Citron
Veleno
Vigier
Vox
Wandre
Washburn
Watkins
Welson
Westone
Wurlitzer
Yamaha
Zemaitis

Marcas Brasileiras
ASW
Condor
Dreamer
Eagle
Giannini
Golden
Shelter
Tagima
Tonante








Guitarras PRS



B.C. Rich - Braço Duplo






John Lennon e sua Rickenbacker





Dimebag Darrell, guitarrista do Pantera, com sua Dean

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pedais

Pedais de Efeito são dispositivos, muitas vezes portateis, para alterar/adicionar um efeito em um sinal de som.Pedais Analógicos
São pedais que tratam o sinal continuamente. São geralmente simples e obtêm o efeito somente com componentes elétrônicos como resistores, capacitores, diodos , transistores, Circuitos integrados como Amplificadores operacionais, e as vezes até Válvulas, chaves seletoras etc. Normalmente são pedais que possuem um só efeito.
Basicamente o sinal passa por dentro do circuito do pedal (este podendo ser analógico ou não) sendo alterado por ele e saindo por uma saida (mono ou estéreo) o sinal "alterado". Comumente usado por Guitarristas os pedais de efeito também são usados por outros intrumentistas em alguns casos.
Pedais Digitais
São pedais que processam o sinal discretamente, com amostragem do valor da tensão e por equações matemáticas. Quem executa essas equações é um circuito integrado especial, chamado DSP (processador digital de sinais). São mais comuns em pedaleiras, por serem mais compactos e modular mais efeitos usando menos espaço físico.
Caso a amostragem seja ruim (tanto na tensão, como na frequência), podem aparecer distorções desagradáveis no sinal. Isso causou um tremendo repúdio pelos efeitos digitais no começo.
Tipos de Efeitos
Existem varios tipos de efeitos, assim como existem varios tipos de pedais. Os pedais estão divididos basicamente entre pedais e pedaleiras. Os pedais normalmente são mais especificos para um tipo de modulação ou saturação de sinal, já as pedaleiras são maiores e oferecem uma gama de efeitos em conjunto, com muitas regulagens e combinações em apenas um só equipamento. Existem efeitos de Saturação e Modulação. Enquanto os efeitos de saturação cortam a onda do sinal de som (realizam clipping) para criar efeitos saturando assim a saida, os de modulação como o próprio nome diz, modulam a onda, modificando suas características.
Saturação
Conhecido também como distorção, a saturação foi criada quase que simultâneamente com o rock and roll, quando os guitarristas da época, procurando um som mais agressivo, aumentavam o volume de seus amplificadores quase ao máximo, provocando uma leve distorção do som. Esta técnica ficou muito conhecida e logo quase todos os guitarristas de rock a utilizavam. Depois de algum tempo, os fabricantes de equipamentos decidiram emular esta técnica, colocando a função de saturação em pedais compactos e versáteis. Com a evolução da eletrônica, foram fabricados pedais com distorções mais potentes e com vários timbres e estilos diferentes, desde o rock mais vintage até o mais pesado Heavy Metal.
Modulação
Existem diversos efeitos de modulação para muitas finalidades diferentes. Podem servir tanto para alterar drasticamente a saída ou apenas para enfeitar o som do instrumento. Praticamente todas os artistas de todos os estilos da atualidade utilizam efeitos de modulação em shows e gravações profissionais, dando ênfase a bandas de Rock progressivo e bandas que possuem tendências experimentalistas, que o utilizam largamente.
Tipos de Pedais
Há varios tipos de pedais de efeitos. Basicamente eles podem ser até construidos em cima da mesa da sua cozinha com um ferro de solda, componentes analogicos e alguma paciencia, indicações e esquemas eletrônicos. Mas eles são divididos em diferentes categorias relacionados ao seu metodo de fabricação e concepção.
Boutique
Pedais de Boutique são também vistos como pedais "finos" e por isso sua nomenclatura "boutique". São pedais desenvolvidos para um som muito específico, próprio e até certo ponto, original. Eles são feitos à mão (assim como os Hand mades) e normalmente são encomendados a um técnico que visa esse trabalho, ou a empresas. Eles trabalham com componentes de altíssima qualidade, passam por um controle maior de qualidade, e contém até componentes raros, algumas vezes 'NOS'(New Old Stock), o que os transforma muitas vezes em séries limitadas, tornando-os ainda mais caros e valiosos.
Hand Made
Pedais Hand Made assim como os de Boutique sao feitos a mão, por empresas ou técnicos. Sua diferença principal é que o desenvolvimento do seu circuito nao é original. Ele é uma cópia de pedais classicos q normalmente nao sao vendidos mais atualmente pelas fabricas, normalmente uma cópia melhorada, com algumas adições de controle, correções sobre algumas faixas de frequência, e muitas vezes também são junções de dois pedais diferente. Seu acabamento e controle nem sempre é rigoroso como os de Boutique, mas existem fabricas e tecnicos que fazem pedais Hand Made de altissima qualidade que se comparam a pedais de Boutique.

domingo, 10 de abril de 2011

Gibson elege os 50 melhores guitarristas de todos os tempos; veja a lista!

A fabricante de guitarras Gibson elegeu através de seu site os 50 melhores guitarristas de todos os tempos. A votação ocorreu entre especialistas, jornalistas, músicos e internautas do site.
Na primeira posição (como sempre) ficou Jimi Hendrix. Morto em 1970, Hendrix ficou no topo devido ao seu modo revolucionário de tocar guitarra. Jimmy Page e Keith Richards, ambos em segundo e terceiro lugar, entraram na lista por causa de seu modo único e influente de tocar.
Músicos como Eric Clapton, Chuck Berry, Eddie Van Halen e Pete Townsend também entram na lista dos melhores da Gibson. Veja a lista completa logo abaixo:

1. Jimi Hendrix
2. Jimmy Page (Led Zeppelin) [na foto]
3. Keith Richards (The Rolling Stones)
4. Eric Clapton (Cream, Derek and the Dominos)
5. Chuck Berry
6. Jeff Beck (The Yardbirds, The Jeff Beck Group)
7. Eddie Van Halen (Van Halen)
8. Chet Atkins
9. Robert Johnson
10. Pete Townshend (The Who)

11. George Harrison (The Beatles) [na foto]
12. Stevie Ray Vaughan
13. Jack White (The White Stripes, The Raconteurs)
14. Prince
15. Steve Cropper (Booker T. & The MGs)
16. Mike Bloomfield (Paul Butterfield Blues Band, Bob Dylan)
17. B.B. King
18. Wes Montgomery
19. Mick Ronson (David Bowie, Ian Hunter)
20. Django Reinhardt

21. Johnny Marr (The Smiths) [na foto]
22. Les Paul
23. The Edge (U2)
24. Ron Asheton (The Stooges)
25. Angus Young (AC/DC)
26. Neil Young
27. Danny Gatton
28. Ed O'Brien/Jonny Greenwood (Radiohead)
29. Duane Allman (The Allman Brothers, Derek and the Dominos)
30. Roy Buchanan
31. Bo Diddley
32. Ry Cooder
33. Scotty Moore (Elvis Presley)

34. Slash (Guns N’ Roses, Velvet Revolver) [na foto]
35. Buddy Guy
36. Charlie Christian
37. Mike Campbell (Tom Petty and the Heartbreakers)
38. Lou Reed (Velvet Underground)
39. Frank Zappa
40. Steve Jones (Sex Pistols)
41. David Gilmour (Pink Floyd)
42. Richard Thompson

43. John Frusciante (Red Hot Chili Peppers) [na foto]
44. Rory Gallagher (Taste)
45. Clarence White (The Kentucky Colonels, The Byrds)
46. Hubert Sumlin (Howlin’ Wolf, Muddy Waters)
47. Andrés Segovia
48. Robert Fripp (King Crimson)
49. Kurt Cobain (Nirvana)
50. Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow)
E aí, curtiu ou faltou alguém na lista? Comente.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pedais de guitarra: Parte 1

O pedal de guitarra altera o som natural do instrumento. O sinal segue da guitarra até o pedal onde é modificado para depois chegar ao Amplificador.
Eles funcionam modificando o som de uma guitarra elétrica. Conectados na saída de áudio de uma guitarra, o som passa por um circuito elétrico e é alterado de acordo com as necessidades do guitarrista. Geralmente estes efeitos são ativados com o pé, ao ser pressionado o botão ou alavanca do pedal, enquanto se toca. Existem vários tipos de pedais, como os de "Delay", que fazem uma espécie de "eco" no som, ou então os famosos pedais "Distortion", que distorcem as ondas sonoras muito usado no Rock em geral.

Pedais de distorção aumentam o volume(ou através de clipagem de diodos) até ele chegar a distorcer e gerar o som conhecido em músicas de Rock. Pedais de modulação como o chorus, criam um outro sinal através do som limpo dando uma leve desafinada gerando o efeito de chorus, possivelmente encontrado em músicas dos anos 80, em introduções principalmente como Paradise City do Guns N' Roses ou Message in a bottle do The Police. Fora estes, os considerados mais importantes são o Wah-Wah (alteram o "Tone", dando um som aberto ou fechado de acordo com o movimento do pedal de expressão), e o delay (que gera repetições ou ambiencia).
Hoje existem diversas marcas que fabricam pedais em serie, e também alguns conhecidos como HandMades, que são feitos em número limitado e muitas vezes com características especificas exigidas pelo cliente. A vantagem destes Handmades pode estar também no preço.

Marcas de pedais mais conhecidas: Boss, Marshall, Digitech, MXR, Line6, Ibanez, Zoom, Oliver, Dunlop Manufacturing, Danelectro, Electro-Harmonix, Fulltone, Voodoo Lab, Keeley entre outros.
Escolha o que melhor lhe agradar, lembre-se que não basta ter um ótimo pedal se você não souber usar ou extrair o melhor som dele com seu instrumento.
Continua...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Básico sobre guitarra: Exercícios iniciais para guitarra

Exercícios iniciais para guitarristas ( aulas de guitarra )          
*CROMATISMOS

São basicamente exercícios que desenvolvem a digitação, coordenação e agilidade dos dedos da mão esquerda facilitando o estudo de escalas que são usadas na realização de solos.
Mas antes de iniciarmos os exercícios de cromagem vamos aprender alguns conceitos e técnicas.

Digitação

É o posicionamento correto dos dedos da mão esquerda de forma a facilitar a execução de moviementos de subida e descida nas cordas.

Dedos da mão esquerda

1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo

A digitação será indicada na tablatura dos exercícios.

Os dedos devem formar um arco sobre as cordas para evitar encostar nas cordas abaixo causaundo abafamentos e ruidos. A ponta do dedo deve ser colocada logo atrás ou depois do traste e não sobre o traste, isto evita abafamentos e um trastejamento que ira emitir ruidos indesejados.

A Palheta

Apartir deste ponto vamos iniciar o estudo usando uma palheta, existem varias técnicas de paletadas.

Modo de segurar

Segure a palheta entre o polegar e o dedo indicador. A ponta da palheta deve ficar a um ângulo de mais ou menos 90º em relação às cordas. Segura a palheta de modo firme, mas relaxado.

Paletadas alternadas

Uma técnica muito simples que consiste em variar o sentido das paletadas para cima e para baixo em uma mesma corda.

Regra

Observe a tablatura:

v ^ v ^ v ^
e:|----------------------------------------------------|
B:|----------------------------------------------------|
G:|----------------------------------------------------|
D:|----------------------------------------------------|
A:|-----------1--2--3----------------------------------|
E:|--1--2--3-------------------------------------------|

Se começar com a primeira paletada para baixo na casa 1 (corda E) a segunda paletada que vai ser na mesma corda casa 2 deve ser obrigatóriamente para cima, a terceira paletada na mesma corda casa 3 deve ser para baixo.

Ao mudarmos de corda podemos dar a primeira paletada para cima ou para baixo, usualmente começamos com a paletada para baixo, obrigatóriamente a segunda será para cima e a terceira para baixo e assim por diante.

Na tablatura as paletadas são indicadas atráves dos sinais:

v - Paletada para baixo
^ - Paletada para cima

Exercícios de cromagem

O exercício é muito simples, deve ser feito com bastante precisão. Ele consta basicamente de dois movimentos. O primeiro de descida descrito logo abaixo.

Observe a tablatura:

d: 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4

p: v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^
e:|------------------------------------------1-2-3-4-|
B:|----------------------------------1-2-3-4---------|
G:|--------------------------1-2-3-4-----------------|
D:|------------------1-2-3-4-------------------------|
A:|----------1-2-3-4---------------------------------|
E:|--1-2-3-4-----------------------------------------|

|----> Sentido descendente

d: Indicam os dedos da mão esquerda

p: Uso das paletadas alternadas

Inicie pressionando a 1º casa corda 6, com o dedo indicador, ataca-se com a primera paletada depois e a vez de pressionar a 2º casa corda 6 com o dedo médio, continuando o dedo anular pressiona a 3º casa corda 6 e a 4º casa 6 corda e pressionada com o dedo mínimo. Parece simples, porem o dedo indicador, médio e anular devem ser mantidos na sua posição inicial ou seja depois de pressionar as casas e de dar a paletada os dedos permanecem no mesmo lugar.
Os dedos só disarmão ao passar para segunda corda e assim por diante.

O segundo movimento de subida acompanhe a tablatura:

d: 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1

p: v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^
e|--4-3-2-1----------------------------------------|
B|----------4-3-2-1--------------------------------|
G|------------------4-3-2-1------------------------|
D|--------------------------4-3-2-1----------------|
A|----------------------------------4-3-2-1--------|
E|------------------------------------------4-3-2-1|

<----| Sentido ascendente

d: Indicam os dedos da mão esquerda

p: Uso das paletadas alternadas

Note que o segundo movimento e o contrário do primeiro. A regras são as mesmas mas por estarmos executando um movimento ascendente os dedos não permanecem nas suas devidas casas. Portanto devemos permanecer com o dedo indicador pressionado a uma corda abaixo.

Existem inumeras variações de exercícios de cromagem onde sua maior função é de alguma forma desenvolver sua agilidade na digitação.

Os exercícios de cromagem são bastantes exaustivos devem ser realizados com cuidado e muita repetição. Mas tome cuidado sempre faça pausas ao sentir que o esforço foi exagerado, a repetição de movimentos pode levar ao desenvolvimento de doenças como inflamação nos tendões, LER, etc...

Execução dos exercícios

Os exercícios são executados com paletadas alternadas.

No movimento de descida o dedo indicador, médio e anular devem ser mantidos na sua posição inicial eles só disarmão ao passar para segunda corda e assim por diante.

No movimento de subida o dedo indicador deve permanecer na corda anterior.

1º exercício

v ^ v ^...
e|-------------------------1-3---4-2------------------
B|---------------------1-3-----------4-2--------------
D|-----------------1-3-------------------4-2----------
G|-------------1-3---------------------------4-2------
A|---------1-3-----------------------------------4-2--
E|-----1-3-------------------------------------------4-2
Dedos 1 3 4 2

e|-----------------------2-4---5-3-------------------
B|-------------------2-4-----------5-3---------------
D|---------------2-4-------------------5-3-----------
G|-----------2-4---------------------------5-3-------
A|-------2-4-----------------------------------5-3---
E|---2-4-------------------------------------------5-3
Dedos 1 3 4 2

2º exercício

Semelhante ao primeiro mais usando três dedos.

v ^ v ^...
e|--------------------------1-2-3---4-3-2--------------------
B|--------------------1-2-3---------------4-3-2--------------
G|--------------1-2-3---------------------------4-3-2--------
D|--------1-2-3---------------------------------------4-3-2--
A|---1-2-3---------------------------------------------------
E|-1-2-3-----------------------------------------------------
1 2 3 4 3 2

e|-------------------------------2-3-4---5-4-3------------------
B|-------------------------2-3-4---------------5-4-3------------
G|-------------------2-3-4---------------------------5-4-3------
D|-------------2-3-4---------------------------------------5-4-3
A|-------2-3-4--------------------------------------------------
E|-2-3-4--------------------------------------------------------

1 2 3 4 3 2

3º exercício

Usando os quatro dedos fazendo movimentos de quatro em quatro casas da 6ª corda para 1ª, execute também o movimento de subida voltando da 1º para a 6ª corda.

v ^ v ^...
e|--------------------------------------------------------------
B|--------------------------------------------------------------
G|--------------------------------------------------------------
D|--------------------------------------------------------------
A|-------------------------------1-2-3-4--5-6-7-8--9-10-11-12---
E|-1-2-3-4--5-6-7-8--9-10-11-12---------------------------------

1 2 3 4 1 3 3 4 1 2 3 4 1 etc...

4º exercício

Ajuda a desenvolver saltos de uma corda para outra usando os dedos 1, 2, 3 e 4, a progressão começa na primeira casa e se prolonga as demais.

v ^ v ^...
e|---------------------------------------------------------
B|---------------------------------------------------------
G|-----------------------------------------1-2-3-4---------
D|-------------------------1-2-3-4-------------------------
A|---------1-2-3-4-----------------------------------------
E|-1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4-

e|-----------------1-2-3-4-------------------
B|-1-2-3-4-----------------------------------
G|-------------------------------------------
D|-------------------------------------------
A|---------------------------------2-3-4-5---
E|---------1-2-3-4---------2-3-4-5-----------Etc...

5º exercício

Exercício conhecido com digitação em formato "X" onde desenvolve sua precisão e facilidade em trocar de cordas. Observe o sentido das paletadas que deve ser escorregada acima ou a baixo quando ocorrer a mudança de corda.

v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v v v v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v v v v ^ v ^
e|------------------------------------------------------
B|------------------------------------------------------
G|--------------3-4-5-6-----------------4-5-6-7---------
D|------------4---------5-------------5---------6-------
A|-----------5-------------4---------6-------------5----
E|----3-4-5-6-----------------4-5-6-7-------------------
1 2 3 4 3 2 1 2 3 4 3 2 1 2 3 ...

Os movimentos devem ser praticados até você conseguir adquirir uma boa agilidade com a digitação.
Quando começar a praticar estes exercícios você vai sentir uma grande dificuldade de posicionar os dedos, mas com a pratica e o tempo se torna mais fácil. Procure também apertar bem as cordas para que o som das notas saia bem nitido.
Os exercícios de cromagem são muito importantes principalmente para aqueles que querem estudar "Guitarra Solo

*COMO TROCAR DE ACORDES

Um problema que 100% dos iniciantes enfrentam é que, para tocar o acompanhamento de uma música, no caso do violão, a mão esquerda fica parada em uma posição ( também chamada de acorde ) , e a mão direita fica "batucando " o ritmo , até trocar a posição da mão esquerda e assim por diante. Acontece que a mão esquerda demora demais até ficar ágil e habilidosa o suficiente para trocar na hora certa sem "atrasar " o ritmo . Ou seja: enquanto estamos no mesmo acorde, tudo bem, só a mão direita trabalha. Na hora de mudar de posição, que sufoco ! se descuidar , acaba "atrasando " ou "cruzando " o ritmo. Há uma solução que encontrei em vários livros sobre violão que colocarei aqui:

Escolha três acordes bem diferentes entre si.

Numere cada um ( 1, 2, e 3 )

Monte o acorde 1 e toque uma vez só.

Monte o acorde 2 e toque uma vez só

Monte o acorde 3 e toque uma vez só

Vá repetindo ( 1, 2, 3... ) em seqüência cada vez mais depressa, mais depressa, até não precisar mais pensar antes de tocar qualquer um dos três, isto é : a mão vai "sozinha".

Experimente com quatro acordes, depois com cinco, etc...

Experimente também, passar a seqüência dos acordes de uma música, (uma nova canção, ou uma que é difícil de tocar).

Muitos violonistas e guitarristas precisam saber que os melhores e mais rápidos instrumentistas do mundo praticam seus exercícios de velocidade, em um violão comum, acústico, sem amplificadores. Isso porque o "peso " das cordas do violão é perfeito para um rápido desenvolvimento muscular dos dedos.Em uma guitarra elétrica, por causa das cordas macias e da amplificação, leva-se mais tempo, e dá muito mais trabalho até se atingir o mesmo progresso. Porque os músculos não são forçados,não se exercitam e não se desenvolvem tão bem. Por tanto preste sempre atenção para esse detalhe!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amplificadores Valvulados

A diferença entre o som valvulado e o solid state
O verdadeiro motivo pelo qual amplificadores valvulados soam melhor do que seus descendentes solid state é a diferença das características de seus componentes ativos ou seja, válvulas e transistores. Os transistores saturam-se com extrema facilidade e é exatamente por isso que é difícil projetar um amplificador solid state com som limpo, sem distorções.
A válvula satura-se com mais dificuldade e por isso os amplificadores valvulados apresentam um som tão limpo e cristalino. Mas, quando se usa distorção (saturação) é que os solid state ficam ridículos (Em tempo: quando falo de distorção/saturação, refiro-me aos altos volumes e não à utilização de pedais overdrive, ok?).
Os transistores, assim como as válvulas, geram freqüências inexistentes no som original (som da guitarra), além de achatar demasiadamente os picos da forma de onda. Essas freqüências sempre são harmônicos de cada freqüência original e é aí que reside a principal diferença sonora. Os transistores geram harmônicos de todas as ordens e as válvulas geram, apenas, os harmônicos pares. O resultado é uma distorção clara e firme nos amplificadores valvulados e uma distorção "suja" com graves e médios-graves "ocos" nos solid state. Num acorde distorcido nos valvulados notam-se todas as notas; é possível dedilhar deliciosamente e emendar um solo arrasador seguido de uma palhetada delirante nos bordões.
Nos solid state só conseguimos chegar mais ou menos perto disso, com amplificadores extremamente bem projetados, de som limpo, e utilizando overdrives valvulados, mesmo assim obtemos a típica distorção de pré. Outros dois fatores que moldam o timbre dos valvulados é a ressonância da própria válvula que é oca e trabalha com vácuo e o transformador de saída, que não é linear e, portanto introduz modificações no timbre (Os transistores não necessitam de transformadores para acoplarem-se aos alto-falantes, já as válvulas, devido a sua alta impedância de saída, devem ter essa impedância casada com a dos alto-falantes). Isso modifica drasticamente as características originais do sinal da guitarra. Um inconveniente da distorção dos valvulados é que só conseguimos os melhores timbres com altos volumes (você tem vizinhos?) pois as válvulas saturam-se quando estão trabalhando com altos ganhos e isso, nos pentodos ou tetrodos de saída, significa regime de alta potência.
Timbre - Um pouco de história
Quando Leo Fender patenteou seu primeiro captador, estava tentando amplificar o som da guitarra mantendo o timbre do violão que, por si só, tem um volume muito baixo em comparação com instrumentos de sopro e percussão. É fácil deduzir que, para acompanhar as bandas de Jazz que vinham surgindo, era imprescindível amplificar o som do violão com a maior fidelidade possível, já que ninguém conhecia o som de guitarras. A tentativa deu certo ao amplificar o som do violão, mas não deu certo em reproduzir o seu timbre (para chegar mais perto disso só com os problemáticos microfones). Diversas equalizações diferentes nos pré-amplificadores deu origem ao som que conhecemos hoje e que é fácil encontrar em antigas gravações de Blues. O resultado todos conhecemos, pois foi criado um novo timbre, um novo instrumento musical, por assim dizer.
Um instrumento com um timbre que os músicos e ouvintes aprenderam a gostar e muito, tanto que mudou a história da música e hoje é o que se tenta buscar. No final dos anos 50 os guitarristas de rock'n'roll e de blues descobriram que aumentado bastante o volume dos amplificadores obtinha-se um novo timbre, bastante agradável a quem gosta desses ritmos. Frank Marshall, um professor de bateria que possuía sua própria escola em Londres percebeu que copiando os amplificadores de Leo Fender iria ganhar um bom dinheiro, uma vez que estes tinham um preço altíssimo na Inglaterra. Projetou seu primeiro amplificador baseando-se no Fender Bassman 59 e utilizou as válvulas EL34, fabricadas na própria Inglaterra, ao invés das 6L6 ou 6550 dos Fender. Como resultado obteve um amplificador com o qual se obtinha uma distorção diferente e mais pesada, a qual agrada muito até hoje; é o famoso som de Marshall.
Hoje
Chega-se à conclusão que se houvessem meios mais sofisticados, como os de hoje para reproduzir em altos volumes o som do violão, o som da guitarra poderia não ter sido criado. Como são as coisas! Hoje em dia existem verdadeiras legiões de guitarristas que adoram esse antigo timbre das primeiras guitarras e estão sempre à procura de algum efeito que possa reproduzi-los, ou então, utilizando cópias dos antigos amplificadores. Para conseguir isso os projetistas deveriam trabalhar na equalização dos amplificadores. Tanto as válvulas quanto os transistores apresentam dificuldades de projeto para a obtenção de sistemas lineares ao amplificar sinais de áudio, isso significa que, por exemplo, as válvulas podem amplificar mais os graves e médios enquanto os transistores amplificam mais médios e agudos. A tentativa de compensar a falta de linearidade dos componentes faz com que diversos amplificadores apresentem timbres distintos e o timbre é uma característica de agrado bastante pessoal. Justamente as primeiras tentativas de Leo Fender são as que se tentam imitar e, parece-me, a história se repetirá.
Amplificadores Híbridos
Com iniciativa comercial da Marshall, temos hoje diversos amplificadores híbridos (amplificadores que combinam válvulas e transistores, de forma a diminuir o custo de produção). Infelizmente, esses amplificadores utilizam uma única válvula no estágio pré-amplificador (uma 12AX7, normalmente) com alta saturação, e o estágio de potência é transistorizado... Esses amplificadores, apesar de não terem (nem de longe) o timbre de um completamente valvulado, são muito populares pois satisfaz aos guitarristas que nunca tocaram num JCM800 ou similar. Esses amplificadores são a linha ValveState da Marshall. Muitos outros fabricantes já estão fabricando amplificadores desse tipo, como a Crate, a Meteoro (no Brasil), a Fender e outras. Trata-se, no entanto, de aparelhos caros e sem utilidade, uma vez que é possível obter o mesmo efeito com pedais overdrive valvulados e amplificadores transistorizados mais baratos.
A distorção
Existem dois tipos de distorção nos amplificadores valvulados: a de pré e a de power (não trataremos das distorções de transientes nem de crossover nem outros parasitas dos amplificadores, apenas a distorção útil para guitarras). A distorção de pré é obtida com a saturação das válvulas intermediárias do pré-amplificador (Parte do amplificador total que cuida do ajuste do sinal da guitarra para o amplificador de potência e que também cuida dos controles de tonalidade e de overdrive), o som é distorcido com tons de overdrive. É o mesmo som dos pedais de overdrive que utilizam válvulas como elementos ativos. É uma distorção agradável, mas não é a melhor porque não gera o timbre característico dos amplificadores valvulados. A distorção de power é a que se obtém com a saturação das válvulas de saída. Só é utilizável em altos volumes e é uma pena pois não é possível fazer uma gravação direta do amplificador pois, o alto-falante entra na jogada junto com o gabinete e suas ressonâncias e reverberações, pela produção do timbre. É com a distorção de power que obtemos sons como os de Steve Ray Vaughn, Eddy Van Halen, Eric Clapton, para só citar três. Quando você ouve uma gravação de um de seus ídolos e fica imaginando como eles conseguem aquele timbre, saiba que eles utilizam um amplificador valvulado em altos volumes, sem distorção de pré e o som é captado via microfone para as mesas de som, onde são tratados e enviados aos gravadores!!! O ambiente de gravação também influencia e é por isso que shows ao vivo não apresentam os mesmos timbres da gravação original, até mesmo na bateria. Em shows é comum a utilização de amplificadores valvulados como geradores de timbre, sendo que o som captado por microfones passa pelo tratamento de PA e é distribuído para diversos locais, estrategicamente, via amplificadores solid state (quem diria?). Vale destacar aqui cada tipo de válvula de saída apresenta um timbre individual. Assim, temos som de 6L6 (Fenders e a maioria dos amplificadores americanos), som de EL34 (som de Marshall) e som de 6V6 (amplificadores de menor potência) para reduzirmos os exemplos aos 3 principais modelos.
Conclusão
Sem sermos radicais num ou noutro sentido, deduzimos pelo que foi apresentado que não é que os amplificadores valvulados são melhores. Simplesmente gostamos mais de seu timbre. Para isso é plausível suportarmos choques elétricos, zumbidos, instabilidades com as mudanças de temperatura, etc. (Eu, pessoalmente, acho que VALE A PENA!!!)
Então, se você concorda comigo, que gosta do timbre e da distorção dos valvulados, a solução mais econômica é utilizar um... verdadeiro amplificador valvulado! Enquanto existirem fabricantes de válvulas, mesmo os que sobraram (chineses (argh!) e Russos) poderemos ter esses maravilhosos amplificadores à disposição de qualquer guitarrista de bom gosto.

Amplificadores Valvulados

terça-feira, 5 de abril de 2011

Captadores

Captador é um dispositivo eletrônico que capta vibrações mecânicas geradas por um instrumento musical (geralmente de cordas, como guitarras, baixos, ou violinos), e as converte em sinais elétricos, que podem ser, posteriormente, processados, amplificados, ou gravados.
Captadores magnéticos
Captadores eletromagnéticos usam o principio da indução eletromagnética . O captador é composto por um ímã envolto por uma bobina de cobre, e se localiza cravado no corpo do instrumento, próximo às cordas. Quando as cordas vibram, ocorrem alterações no campo magnético gerado pelo ímã, e é gerada uma pequena tensão elétrica, cujo comportamento é análogo à vibração da corda. Dessa forma, o timbre é conservado. O sinal criado é, então, conduzido pelos cabos até o equipamento de amplificação.
Como é necessário produzir uma variação no campo magnético, esse tipo de captador só funciona com cordas metálicas.

Tensão elétrica

As tensões liberadas pelos captadores variam em torno de 100 mV rms, mas podem chegar a mais de 1 V rms em alguns casos. Alguns captadores de alta tensão utilizam ímãs fortes para captar maiores variações no campo magnético. Em compensação, tais ímãs podem acabar atraindo demais as cordas, e reduzir suas vibrações, fazendo o som perder o sustain. Outros captadores conseguem aumentar o sinal utilizando uma quantidade maior de voltas na bobina de cobre. Isso, porém, aumenta a resistência e a impedância, o que pode prejudicar as freqüências mais altas.

Timbre

As voltas do fio de cobre, quando próximas umas às outras, possuem uma capacitância própria, que, adicionada à capacitância do cabo, entra em ressonância com a indutância da bobina. Essa ressonância consegue acentuar determinadas freqüências, e dar ao captador um timbre próprio bem notável. Com um grande número de voltas na bobina, é possível produzir maiores tensões elétricas, mas com isso, perde-se boa parte da ressonância. A impedância interna indutiva inerente desse tipo de captador o torna menos linear que os demais. Essa não-linearidade, no entanto, agrada algumas pessoas, e por isso, pode até mesmo ser considerada vantajosa.
A parte externa do captador geralmente é constituida por resistências (como os potenciômetros de volume e tom) e um capacitor no conector do cabo. A capacitância do cabo também é responsável por uma diferença notável no timbre, e não deve ser negligenciada. Essa disposição de componentes passivos forma um filtro passa-baixas de segunda ordem. Os captadores eletrônicos geralmente são feitos para trabalhar com altas impedâncias, tipicamente de 1 megaohm ou mais. Conectá-los diretamente a dispositivos com baixa impedância de entrada pode levar a corte nas freqüências altas, por conta do efeito indutivo.

Tipos de captadores magnéticos

Single Coils

Fender Stratocaster com seus três captadores single coil.
Os captadores single são os captadores mais simples existentes. Possuem uma aste para cada corda, uma única bobina, e têm como caracteristica principal um som alto, limpo, e com bastante brilho. Em compensação, esse tipo de captador é o que apresenta maior ruído. São utilizados, principalmente, nas guitarras Stratocaster.

Humbuckers

Todos os captadores magnéticos estão sujeitos a interferências eletrônicas emitidas por outros aparelhos. Em alguns casos, essas interferências podem causar muitos ruídos, e prejudicar bastante a qualidade do som. Pensando nisso, a Gibson criou um novo tipo de captador, denominado Humbucker.
Com suas duas bobinas, os Humbuckers são capazes de eliminar praticamente todos os ruídos anômalos causados pelos campos magnéticos do ambiente. São compostos por dois Single Coils, um ao lado do outro, com polaridades invertidas. Dessa forma, os ruídos captados por um single são eliminados pelo outro. O sinal musical também é reforçado, usando duas bobinas há uma mudança no timbre. O captador humbucker tem um tom "gordo" e "pesado", facilmente associado às Les Pauls e SGs, se contrapondo ao tom "limpo" e "brilhante" dos captadores Single Coil, das Strato e Telecasters.

Captadores piezoelétricos

Violão clássico com um captador piezoelétrico.
Muito utilizado em instrumentos de cordas não-metálicas (nylon, visceras), pois estas não influenciam de forma satisfatoria o campo magnetico. Ao invés disso, são utilizados captadores piezoelétricos. Esses captadores utilizam cristais — quartzo, titanato de bário, ou titanato de chumbo — que, quando submetidos à compressão, ou vibração, geram tensão elétrica entre suas extremidades. Eles possuem um timbre bem diferente, também têm a vantagem de não captarem campos magnéticos indesejáveis e produzem bem menos realimentações que microfones.
Diferente de alguns captadores magnéticos, os piezoelétricos funcionam com altíssima impedância, chegando até 10 V rms. Por isso, o uso de pré-amplificadores é essencial.
Geralmente os captadores piezoelétricos são posicinados abaixo da ponte do instrumento, e, muitas vezes, utilizam-se também os captadores magneticos, para produzir um som mais amplo, e realista.
É isso galera. Escolha o seu tipo favorito e curta o som.